Se um casal teve uma tórrida sessão de sexo oral, sem penetração, eles
transaram? E se for apenas sexo anal? É considerado sexo de verdade? Uma
pesquisa realizada pelo Instituto Kinsey, um dos mais renomados centros de
estudos de comportamento sexual, junto à Universidade de Indiana nos Estados
Unidos, mostrou que não há um consenso geral em o que as pessoas consideram
sexo. Para se ter uma ideia, em torno de 30% dos respondentes, 486 pessoas
entre 18 e 96 anos, responderam "não" para a primeira pergunta e
aproximadamente 20% não consideram sexo anal como sexo realmente.
Não é a primeira vez que o Kinsey Institute realiza esse estudo. Em 1999,
quando do escândalo Clinton-Mônica Lewinsky, no qual o ex-presidente negou que
o que fez foi sexo com a estagiária, os entrevistados também não entraram em
consenso sobre o assunto. Esta nova pesquisa mostrou também que as respostas
não diferenciavam muito entre os homens e entre as mulheres. 95% consideram a
penetração pênis-vagina como sexo (os 5% que não acham que isso é sexo se
concentram na população mais velha), mas esse número cai para 89% se não há
ejaculação. No caso do sexo oral, 71% o consideram sexo de verdade (sendo que
as pessoas de menor idade e as de mais idade ficaram entre os outros 29%).
A
conclusão dos líderes deste projeto é que a comunidade médica, assim como
pesquisadores, educadores sexuais e pais devem entender melhor o que as
pessoas falam quando dizem que tiveram ou não uma sessão de sexo, e entrar em
detalhes para ter uma resposta completa. De acordo com William L. Yarber, um
dos coautores do estudo, se um indivíduo não considera determinada atividade
como sexual, poderá não se atentar aos riscos à saúde causados por ela. O
estudo está na edição de fevereiro do periódico especializado Sexual Health.