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É
possível deixar de ser franzino sem usar bomba
O segredo é
não deixar o treino cair em rotina, pois com o
tempo o corpo se acostuma com o exercício e o
nível de estresse, e deixa de estimular o
ganho de massa muscular
Ter um corpo musculoso é um
desejo comum entre muitos jovens. Porém, muitas
vezes a distância entre o corpo ideal e o real é
tão grande que o sonho até parece impossível. A
boa notícia é que é possível alcançar o corpo
ideal sem usar anabolizantes, apenas com a
combinação correta de alimentação e exercícios.
Segundo especialistas, mesmo os mais franzinos
podem desenvolver uma musculatura mais
avantajada seguindo esse receita.
Antes de iniciar um programa
para aumentar a massa muscular, é preciso passar
por um treinamento de adaptação, que leva de
cinco a dez semanas. E o acompanhamento precisa
ser rigoroso, para que a carga elevada de
exercícios não cause lesões.
Algumas pessoas conseguem
resultados mais rápidos, outras demoram mais.
Entram nessa conta a frequência, a intensidade e
o tipo de atividade física praticado, além da
alimentação, dos hormônios e da genética de cada
indivíduo. Mas o importante é não desistir: cedo
ou tarde os resultados aparecem.
As primeiras mudanças já
podem ser percebidas dentro de quatro meses, mas
atingir o objetivo necessário demanda mais
dedicação. “O tempo varia
muito de pessoa para pessoa, devido a fatores
genéticos, mas se o aluno dedicar uma hora por
dia de quatro a cinco vezes por semana, em um
ano já se nota uma grande diferença em relação
ao início do treinamento de musculação”,
garante Selmi.
“Qualquer pessoa, desde que não sofra de nenhuma
patologia ou doença degenerativa, pode obter
ganhos consideráveis de massa muscular com
exercícios e dieta adequados”, afirma o
personal trainner Juliano Selmi. Mas é preciso
muita dedicação e persistência, pois os
resultados não aparecem de um dia pro outro - e
nem mesmo de um mês pro outro.
“É preciso controlar a
ansiedade e se disciplinar pra manter o ritmo e
seguir o programa”, testemunha Alessandro Pavani,
de 19 anos, que há seis meses começou um
programa de exercícios para ganhar massa
muscular. Ele tem 1,78m de altura e pesava,
antes de começar a musculação, 63kg.
“Sempre quis ser mais
musculoso, era uma ideia que eu tinha desde os
13 anos, mas era meio preguiçoso pra enfrentar
uma academia, e não queria usar bomba”,
conta.
O esforço, segundo ele, está
valendo a pena: “Eu sei
que ainda é cedo, mas acho que já dá pra ver uma
diferença. Eu era bem mais ‘magrelo’ e agora já
consigo ver os músculos aparecendo”.
Pavani frequenta a academia três vezes por
semana para realizar seu programa de exercícios,
que dura cerca de 50 minutos. Seu treino começa
com alongamento e um aquecimento de 15 a 20
minutos na esteira ou na bicicleta. Então ele
passa aos exercícios de musculação:
“Cada dia eu trabalho um
grupo muscular diferente, com séries curtas e
pesos mais pesados do que quando eu estava
fazendo a adaptação ”, descreve.
Mais peso, menos repetição
Não há uma única receita que
traga resultados para todas as pessoas, mas
existem algumas linhas comuns no treinamento
para definir a musculatura. De acordo com o
professor e treinador físico Carlos Gomes
Ventura, a ordem dos exercícios e as pausas são
elementos importantes.
“Primeiramente é preciso trabalhar as grandes
massas musculares, depois fazer exercícios
multiarticulares e alongamentos”, diz o
professor.
Outra dica é que os treinos
sejam curtos e intensos. Ou seja, se o objetivo
é desenvolver a musculatura, não adianta fazer
muitas repetições com pesos leves. Mas cuidado:
é preciso forçar, mas também respeitar sempre a
capacidade de quem está treinando.
Os exercícios com barras
livre ou halteres, vale dizer, são mais
eficientes para o ganho de massa muscular do que
as máquinas. Da mesma forma, exercícios
compostos – aqueles que trabalham grandes grupos
musculares – dão melhor resultado do que os
exercícios para uma musculatura específica.
Entre os excercícios compostos estão o supino, o
desenvolvimento, a barra, o agachamento, o
levantamento e paralelas. “Além disso, o
treinamento para ganho de massa muscular deve
ser alternado com atividade aeróbia para haver
um melhor desenvolvimento da hipertrofia”,
acrescenta Ventura.
Por fim, é importante não
deixar o treino cair em rotina. Isso porque com
o tempo o corpo se acostuma com o exercício e o
nível de estresse, e deixa de estimular o ganho
de massa muscular. Por isso é preciso variar as
séries de exercícios e o tempo de repetição,
além de ir aumentando gradativamente o peso.
“Tem hora que o treino
fica maçante, e a tendência é a gente perder a
paciência por não ver os resultados aparecerem
rápido. Mas tem que ir até o fim se quiser
alcançar seu objetivo”, pondera o
treinador.
Capriche na dieta
Assim como os exercícios, a
alimentação é muito importante para atingir os
resultados desejados e desenvolver a
musculatura. Ela deve suprir todo o gasto de
energia ocasionado pelos exercícios, além da
demanda normal do corpo para realizar as
atividades do dia a dia.
Para elaborar o cardápio
adequado, é importante consultar um
nutricionista. “O ideal é
calcularmos o metabolismo basal e todos os
gastos energéticos (atividades de rotina,
trabalho, descanso e de atividade física) do
indivíduo a fim de conhecermos suas necessidades
calórico-nutricionais”, aponta a
nutricionista Maria Luisa Bellotto.
Outra dica importante sobre a
alimentação para quem deseja ganhar massa
muscular é fracionar as refeições e se alimentar
seis vezes por dia: café da manhã, lanche da
manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.
E, é claro, manter o corpo hidratado é
indispensável. Dessa forma, o corpo fica sempre
nutrido e com energia, e os músculos podem
crescer adequadamente.
Os suplementos alimentares
podem dar uma “forcinha”
no cardápio, mas nunca devem substituir uma
refeição. Eles são úteis e práticos quando se
está na escola ou no trabalho, e podem ajudar a
alcançar os objetivos mais rápido. Mas Belotto
reforça a necessidade de orientação
profissional, já que o excesso de suplementos
protéicos pode acabar gerando gordura e até
intoxicar o organismo.
Dicas de cardápio para ganhar massa
muscular
> Fracione sua alimentação
e faça seis refeições por dia: café da manhã,
lanche da manhã, almoço, lanche da tarde,
jantar e ceia
> O café da manhã é a
refeição mais importante do dia, então
capriche: como sanduíches de pão integral com
queijo magro ou peito de peru; beba leite
desnatado ou iogurte; e coma pelo menos uma
fruta
> Para o lanche da manhã, a
sugestão é um copo de iogurte, uma fruta ou
uma barra de cereal
> Como carboidratos e
proteínas são importantes para ganhar massa
muscular, não deixe de fora do almoço
alimentos como arroz, massa, batata, pão,
carne vermelha, peixe, frango, ovo. Complete
com feijão, salada e suco natural
> O lanche da tarde pode
ser parecido com o da manhã. A sugestão é um
sanduíche leve, ou então salada de frutas com
iogurte e suco natural
> Para o jantar, a mesma
sugestão do almoço, porém as quantidades podem
ser menores.
> Ceia: antes de dormir
faça um último lanche, de preferência leve,
como bolachas ricas em fibras, frutas, leite
ou derivados
> Consulte um nutricionista
para fazer um plano de alimentação ideal para
seu perfil, com as quantidades corretas, para
garantir o resultado desejado
Recomendações na hora do treino
> Antes de iniciar o treino
para ganhar massa muscular, é preciso de cinco
a 10 semanas de adaptação aos exercícios para
condicionar o corpo
> Sempre comece o programa
com alongamento (no mínimo 10 minutos) e
aquecimento (cerca de 20 minutos na bicicleta
e na esteira) para evitar lesões
> A ordem dos exercícios
influencia no desenvolvimento da musculatura.
Os exercícios mais importantes devem ser
feitos no início do treinamento
> Os treinos devem ser
curtos e intensos, ou seja, séries curtas (com
poucas repetições) e pesos maiores
> Dê preferência para
exercícios com barras livre ou halteres , pois
são mais eficientes no ganho de massa muscular
que as máquinas
> Exercícios compostos
(supino, desenvolvimento, barra, agachamento,
levantamento e paralelas), que trabalham
grandes grupos musculares, dão melhor
resultado do que os exercícios para uma
musculatura específica
Fonte:
Especial para o UOL Ciência e Saúde, por Chris
Bueno
Postado por Izabel Cristina
Fonseca, em 5 março 2010 (11375)
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