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Concilie os filhos e o trabalho
Você
quer ser uma grande profissional ou uma grande
mãe? Há pessoas que afirmam que não dá para ser
as duas coisas ao mesmo tempo. O fato de uma
mulher trabalhar pressupõe que a educação de
seus filhos sempre terá uma lacuna, algo que
nehuma avó, escola ou babá conseguirão suprir?
Será que as mães que trabalham mantêm
relacionamentos tão bons com seus filhos quanto
as mães que estão em casa em período integral?
Essas e outras dúvidas estão sempre presentes na
vida de algumas mulheres. Mas, o que fazer?
"A partir da década de 60
a condição da mulher avançou bastante. Temos que
ter muito jogo de cintura para lidar com essa
situação. Ser maleável é requisito fundamental
para as mulheres que querem ser uma boa mãe e
ótima profissional", afirma Cristina
Spera, gerente de conteúdo da empresa de
Recursos Humanos Bumeran do Brasil.
"Eu mesma tive que me readaptar quando nasceu
minha filha. Eu estava com 24 anos, era
recém-formada e optei por trabalhos com horários
'formais'. Meus sábados e domingos eram só para
minha filha. Trabalhei muito como free lancer
para que meu tempo com ela fosse maior",
completa.
E o
que dizem os psicólogos? Trabalho e filhos são
incompatíveis? Madalena Ramos, psicóloga e
coordenadora do Núcleo de Casal e Família da
PUC-SP, diz que não se observam grandes
diferenças entre crianças de mães que trabalham
e das que ficam em casa, desde que a figura
materna e paterna estejam presentes quando
possível.
"Há pequenas deficiências
nas duas situações. A mãe que trabalha pode se
sentir meio constragida em impor limites ao
filho. Ela não quer estragar o pouco momento que
passa com a criança, então deixa de lado as
broncas na hora que elas deveriam e precisavam
ser dadas. Mas a mãe que fica o dia inteiro em
casa também pode 'falhar'. Ela é capaz de passar
o dia inteiro num canto da casa e a criança no
outro", completa a psicóloga. Ou seja,
preze pela qualidade do tempo que você passa com
seu filho. Às vezes, a quantidade não é a melhor
opção.
Fonte:
Redação Terra
Postado por Izabel Cristina da Fonseca,
7
de março de 2010.
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