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Estresse pré-natal:

Boas práticas das mães podem reverter possíveis danos à saúde mental dos filhos

 

Crianças expostas a estresse ainda dentro do útero são vulneráveis à exposição dos altos níveis do hormônio do estresse (o cortisol), o que pode comprometer o desenvolvimento cognitivo. Mas uma pesquisa realizada na Universidade de Rochester, EUA, demonstrou que boas práticas e cuidados dos pais durante a infância podem reverter esse quadro.

O estudo é o primeiro a demonstrar evidências de que os fetos expostos a níveis altos de cortisol enfrentam, durante o crescimento, diminuição da capacidade de aprendizado e desenvolvem níveis de atenção menores que crianças que não passaram por esse tipo de evento. Entretanto, os pesquisadores encontraram evidências que essas dificuldades podem desaparecer completamente se a mãe criar uma relação de segurança e acolhimento com a criança.

Para a pesquisa foram acompanhadas 125 gestantes, antes e após o nascimento dos bebês. A partir dos resultados de níveis de cortisol no útero, qualidade da relação entre mãe e filho e testes de cognição das crianças, os pesquisadores observaram que crianças que demonstravam uma “ligação insegura” com as mães e um nível de cortisol pré-natal alto, tinham maiores problemas de concentração, uma linguagem menos desenvolvida e poucas habilidades de resolução de problemas. No caso de mães e filhos com uma relação mais segura, os resultados dos testes de cognição tiveram melhores avaliações, mesmo que houvesse exposição ao cortisol no útero.

As observações feitas no estudo partem de uma teoria chamada “programação fetal”, que sugere que eventos ocorridos no útero podem contribuir, tanto negativamente quanto positivamente, para a saúde em longo prazo das crianças e também ser responsáveis por problemas de desenvolvimento.

“Nossos resultados apoiam essa teoria” diz Vivete Glover, coautora do estudo. “A ideia emergente é a de que os bebês são afetados pelos hormônios do estresse da mãe, e, portanto, ela precisa estar mais atenta para reverter esse quadro. Agora estamos tentando determinar se esses resultados também se aplicam para crianças que se mostram ansiosas na infância e como poderemos ajudá-las.”

 

Fonte: Site UOL

Postado por Izabel Cristina da Fonseca, 5 de março de 2010. (11375)

 

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