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Aids
causa maioria das mortes de mulheres entre 15 e
49 anos, diz ONU
Para
agência, violência contra mulher tem ligação com
mortes pela doença.
A
infecção pelo vírus HIV se transformou na
principal causa de mortes e doenças de mulheres
em idade reprodutiva (entre 15 e 49 anos) no
mundo todo, de acordo com a Unaids, a agência
das Nações Unidas para o combate à Aids.
A
agência lançou
nesta terça-feira (2) um plano de ação de cinco
anos para lidar com os fatores que colocam
mulheres em risco, no início de uma conferência
de dez dias sobre a situação das mulheres no
mundo, em Nova York.
A
agência advertiu que até 70% das mulheres no
mundo todo sofrem violência, e esses maus tratos
prejudicam a capacidade destas mulheres de
negociar relações sexuais seguras com seus
parceiros. Ou seja: elas podem estar sendo
forçadas a fazer sexo sem preservativo, o que
aumenta a chance de contaminação pelo HIV.
"A violência contra
mulheres não deve ser tolerada", disse o
diretor-executivo da Unaids, Michel Sidibé.
"Ao tirar a dignidade das
mulheres, estamos perdendo a oportunidade de
aproveitar metade do potencial da humanidade
para atingirmos as Metas do Milênio. Mulheres e
meninas não são vítimas, elas são a força motriz
que traz a transformação social",
acrescentou.
Proporção
De
acordo com a Unaids, em dezembro de 2008, 33,4
milhões de pessoas viviam com o HIV no mundo
todo. Deste total, 15,7 milhões, quase metade,
eram mulheres.
E a
proporção de mulheres infectadas com o vírus da
Aids aumentou em muitas regiões do mundo nos
últimos dez anos.
Na
África subsaariana, por exemplo, 60% das pessoas
que tem o HIV são do sexo feminino. Na África do
Sul, mulheres jovens têm probabilidade três
vezes maior de ser infectadas com o HIV do que
os jovens da mesma idade.
Cerca
de 30 anos depois do início da epidemia do vírus
no mundo, os serviços que atendem os portadores
não atendem de forma adequada as necessidades
específicas de mulheres e adolescentes, alertou
a agência da ONU.
"A informação a respeito
de saúde sexual e reprodutiva para mulheres e
adolescentes com o vírus HIV ainda é limitada",
afirmou Suksma Ratri, integrante da Rede
Feminina Positiva da Indonésia e que participou
do lançamento da Unaids.
"Elas
precisam de um sistema de apoio amigável e
adequado que permita que elas façam escolhas
livres a respeito de sua sexualidade sem que
sejam discriminadas ou estigmatizadas",
afirmou.
O
plano de ação lançado pela agência da ONU
especificou alguns pontos de ação para que a ONU
possa trabalhar junto com governos de vários
países, sociedade civil e outros parceiros.
Entre
os pontos principais deste plano está a melhora
na coleta de informações e análise de como a
epidemia afeta mulheres e a garantia de que a
questão da violência contra a mulher seja
incluída nos programas de prevenção do HIV.
O
Brasil e vários outros países da América do Sul,
da África e da Europa participam da iniciativa,
juntamente com várias instituições ligadas à ONU
e ONGs. O lançamento da campanha contou também
com a presença da cantora e ativista Annie
Lennox.
Fonte:
Amy Harmon, The New York Times, 01/03/2010 18:00
Postado por Izabel Cristina da Fonseca,
2
de março de 2010.
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