Saiba 12 curiosidades sobre
pedras nos rins
A
litíase urinária ou cálculo renal, chamada popularmente de pedras nos rins, é
conhecida pelas fortes cólicas que tende a ocasionar. Mas outros sintomas
podem indicar sua presença. Confira abaixo essa e outras curiosidades sobre a
doença, formas de preveni-la e tratá-la, de acordo com o urologista Oskar
Kaufmann, dos Hospitais Albert Einstein e São Luiz, e membro da Sociedade
Brasileira de Urologia e da Associação Americana de Urologia.
1 - O problema costuma
acometer mais homens do que mulheres, numa proporção de 3 para 1. Atinge
freqüentemente pessoas entre 25 e 35 anos, e é mais comum em brancos;
2 - Pacientes submetidos a
cirurgia bariátrica, em geral, têm quase duas vezes mais risco de desenvolver
pedras nos rins e de sofrer de deficiência de cálcio e de vitamina D;
3 - Os principais fatores
que influenciam no aparecimento de cálculos renais são baixo volume de urina,
excesso de eliminação de cálcio, diminuição de citrato na urina e fatores
dietéticos, como baixo consumo de líquidos e alta ingestão de cloreto de sódio
e de proteínas;
4 - É fundamental tomar
bastante água, chá e suco de frutas cítricas (ricas em citrato) para evitar a
formação de cálculos. Cerca de 50% das pessoas com história de cálculo urinam
menos de dois litros por dia. Aumentar a diurese para quatro litros diminui o
risco;
5 - Atletas têm perda
intensa de líquidos e devem se hidratar adequadamente para manter o fluxo
renal correto;
6 - Mantenha uma dieta
rica em cálcio para evitar a formação de cálculos, mesmo que a maior parte
deles seja de oxalato de cálcio. É que o cálcio da alimentação se liga na luz
intestinal (espaço por onde circulam as fezes) com o oxalato. O oxalato de
cálcio formado não é absorvido pelo intestino e é eliminado na evacuação.
Refeições pobres em cálcio fazem com que o oxalato fique livre. Nessa forma, é
absorvido pelo intestino, vai para o sangue e acaba na urina, onde se combina
com o cálcio, formando as indesejáveis pedras;
7 - Entre os sintomas
estão dor lombar, casos de infecção urinária de repetição, presença de
sedimentos/areia, pedras ou sangue na urina. Ao notar esses sinais, procure um
urologista para avaliação;
8 - Segundo a Organização
Mundial de Saúde (OMS), de 10% e 15% da população mundial pode apresentar em
algum momento da vida pelo menos um episódio de cólica nefrética. É causada
pela migração do cálculo formado dentro do ureter e consiste numa dor muito
forte, que começa na região da coluna lombar (nas costas) e vai migrando em
direção à raiz da coxa. O paciente com cólica renal não consegue ficar parado,
não há posição de melhora. Além da dor, a passagem do cálculo pelo ureter
provoca sangramentos e a urina sai avermelhada. Também é comum sentir náuseas
e apresentar vômitos;
9 - Se a doença não for
tratada, em alguns casos, cálculos muitos grandes podem se formar na saída dos
ureteres do rim, uma região chamada de pelve renal. Esses tipos de cálculo
podem levar à insuficiência renal, porque crescem lentamente e, como são muito
grandes, não migram pelo ureter e acabam impedindo a saída da urina.
Geralmente não causam dor e, muitas vezes, o diagnóstico deixa de ser feito.
Cálculos menores, além de dolorosos, quando forem obstrutivos, podem levar a
um quadro de infecção dos rins se a urina permanecer em estase (parada) por um
tempo prolongado;
10 - Uma das
possibilidades de tratamento são medicamentos utilizados para diminuir a
excreção de cálcio na urina, como os diuréticos tiazídicos. Em relação ao
oxalato, a conduta é diminuir a ingestão de líquidos e alimentos ricos nessa
substância, como chá-mate. A falta de citrato pode ser revertida pela
reposição diária com cápsulas de citrato de potássio ou bicarbonato de
potássio. Quando o cálculo está no ureter é indicado o procedimento
endoscópico (consiste em passar um endoscópio pela uretra e bexiga, e entrar
no ureter para destruir a pedra por meio de laser). Para casos de pedras na
região da pelve renal, a sugestão é a litotripsia (procedimento que bombardeia
a região do rim com ondas de choque com o objetivo de implodir a pedra);
11 - Depois que alguém
apresenta um episódio de litíase, tem 15% de chance de ter o problema
novamente no ano seguinte; de 35% a 40%, em cinco anos; e de 60% a 70%, em dez
anos.
12 - Cerca de 30% dos
pacientes precisarão de algum tipo de internação em pronto-socorro ou
enfermaria por causa de cálculos; e aproximadamente 15% deles necessitarão de
procedimento cirúrgico ou endoscópico para eliminar as pedras.