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Meningite
O termo "meningite" se refere à inflamação das membranas que
envolvem o cérebro (meninges).
Esta é uma doença muito grave. A maioria dos
casos está relacionada à infecção das meninges por uma bactéria chamada Meningococo (Neisseria meningitidis), mas a meningite também pode ser
causada por fungos e vírus.
Se você suspeita que você ou alguém que você conhece está
apresentando sinais ou sintomas sugestivos de meningite, procure avaliação
médica o mais rápido possível. O tratamento precoce é essencial para evitar as
graves complicações associadas à doença.
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Meningite: sintomas mais comuns |
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• Febre muito alta (38,9 graus ou mais).
• Dor e rigidez na nuca.
• Prostração.
• Dor de cabeça.
• Irritabilidade que piora com a claridade.
• Dores nas pernas.
• Mãos e pés muito frios.
• Pintas vermelhas por todo o corpo. |
• Vômitos.
• Vertigens e confusão mental.
• Choro constante.
• Sonolência ou irritabilidade excessiva.
• Palidez.
• A ausência de sintomas específicos em crianças com menos de 2 anos pode
resultar em atraso no diagnóstico, com graves conseqüências. |
Existem fatores de
risco?
Algumas pessoas possuem um risco aumentado para desenvolver
meningite. Veja abaixo:
• Idade: a maioria dos casos de meningite por vírus
ocorre em crianças com menos de 5 anos de idade.
• Viver em locais aglomerados: escolas com excesso de
alunos por sala de aula e salas de aula mal ventiladas aumentam o risco. O
princípio pode ser aplicado a certos ambientes de trabalho. Pessoas que utilizam
dormitórios comuns (p.ex.: militares, creches) também apresentam um risco maior.
• Gravidez: a gestação aumenta o risco de listeriose,
uma infecção bacteriana que também pode causar meningite.
• Pessoas que trabalham com animais: pessoas que lidam
diariamente com animais domésticos (p.ex.: fazendeiros, granjeiros, etc.)
apresentam um risco maior de contrair listeriose.
• Pessoas com deficiência da imunidade: portadores de
AIDS, diabetes, que tiveram o baço retirado cirurgicamente ou que estão em uso
de medicamentos que diminuem a capacidade de defesa do organismo são mais
suscetíveis para desenvolver meningite.
Como a doença é
diagnosticada?
Havendo a suspeita de meningite a partir dos sinais e
sintomas, é necessário realizar alguns exames para determinar a presença da
doença e qual tipo de meningite (bacteriana, tuberculósica, fúngica, viral,
etc.) está ocorrendo.
O exame mais importante é a punção lombar para coleta de
líquor (ou líquido cérebro-espinhal). Através da análise do líquor, o médico
será capaz de determinar a causa da meningite e definir o tratamento mais
adequado. Apesar de levemente desconfortável, o procedimento é rápido e muito
tolerado na maioria dos casos.
Outros exames, como radiografias, tomografias e ressonância
nuclear magnética, podem ser solicitados de acordo com a necessidade de avaliar
o estágio da doença e excluir a possibilidade de outras moléstias.
Como é realizado o
tratamento?
O tratamento varia de acordo com a causa, mas na imensa
maioria dos casos deve ser feito em regime hospitalar.
Nos casos de meningite bacteriana, são empregados
antibióticos potentes. Na meningite viral, os antibióticos não fazem efeito e o
tratamento é feito, basicamente, com medidas de suporte intensivo. Algumas
pessoas com meningite viral podem se beneficiar do uso de antivirais
específicos.
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Meningite: aprenda a evitar |
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• Mantenha o esquema de vacinação em ordem.
• Lave as mãos com frequência, especialmente antes das refeições.
• Siga uma dieta saudável, rica em frutas frescas, legumes, verduras e
cereais integrais.
• Beba bastante líquido. |
• Ambientes fechados são um terreno fértil para a
proliferação dos mais diversos microorganismos, especialmente Meningococos.
Mantenha os ambientes arejados.
• Oriente a criança para não espremer espinhas ou qualquer outro machucado
na face. |
Referências
Bibliográficas
1. Tunkel AR, Hartman BJ, Kaplan SL, Kaufman BA, Roos KL,
Scheld WM, Whitley RJ. Practice guidelines for the management of bacterial
meningitis. Clin Infect Dis 2004 Nov 1;39(9):1267-84.
2. McCracken GH, Sande MA, Lentnek A, Whitley RJ, Scheld
WM. Evaluation of new anti-infective drugs for the treatment of acute
bacterial meningitis. Infectious Diseases Society of America and the Food and
Drug Administration. Clin Infect Dis. 1992 Nov;15 Suppl 1:S182-8.
3. Chaudhuri A, Martinez-Martin P, Kennedy PG, Andrew
Seaton R, Portegies P, Bojar M, Steiner I, EFNS Task Force. EFNS guideline
on the management of community-acquired bacterial meningitis: report of an EFNS
Task Force on acute bacterial meningitis in older children and adults. Eur J
Neurol 2008 Jul;15(7):649-59.
Fontes:
Site boa Saúde,Equipe Editorial Bibliomed
Postado por
Izabel Cristina da Fonseca, 5 março 2010.
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