|
Voltar
para o menu de Pragas Domésticas
<---->
Voltar para a Página
Principal <--->
Deixe sua Mensagem

As
formigas são a praga que mais incomoda o
homem, seguidas por baratas e cupins, conforme
levantamento realizado em 2000 pelo
pesquisador Paulo Roberto Corrêa, especialista
em Entomologia Urbana, entre 350 empresas
controladoras de vetores e pragas. Os
problemas trazidos por formigas podem variar
do simples incômodo a picadas e até mesmo a
infecções hospitalares, de acordo com pesquisa
realizada entre 1999 e 2000 pela docente da
Pontifícia Universidade Católica de SP,
Marcela Pellegrini Peçanha. Segundo ela, esses
insetos podem transportar bactérias em seu
corpo. Em outro trabalho, do professor Odair
Correa Bueno, da Universidade Estadual
Paulista (Unesp), verificou-se a presença de
23 espécies de formigas num só hospital.
As espécies
Segundo
a pesquisadora Ana Eugênia Campos Farinha, do
Instituto Biológico de SP, há entre 20 e 30
espécies de formigas que vivem em estreito
contato com o homem. Entre as mais comuns
estão a Tapinoma melanocephalum
(formiga-fantasma); a Paratrechina
longicornis ou Paratrechina fulva (formiga-louca);
a Linepithema humile (formiga argentina);
a Monomorium pharaonis ou Monomorium
floricola (formiga-faraó); a Wasmannia
auropunctata (formiga pixixica), e também
as dos gêneros Crematogaster (acrobatas);
Brachymyrmex (sem nome comum); Camponotus (carpinteiras);
Solenopsis (lava-pés) e Pheidole (cabeçudas),
além de saúvas (gênero Atta) e quenquéns
(gênero Acromyrmex), estas mais encontradas no
meio rural.
As
picadas das lava-pés, formigas pequenas que
formam ninhos com montes de terra solta em
áreas gramadas ou calçadas, podem resultar em
leve coceira ou até em choques anafiláticos em
pessoas alérgicas. "É que, a cada picada, a
lava-pé solta veneno", diz Ana.
As
carpinteiras são assim chamadas porque fazem
ninhos em locais onde há madeira – troncos de
árvores, batentes de portas e janelas,
rodapés, forros, gavetas e armários –,
escavando-a para fazer o ninho. De hábitos
noturnos, elas também se instalam dentro de
aparelhos eletrônicos, como videocassetes –
hábito também observado nas formigas-faraós.
De acordo com Ana, o número de cabeçudas e
argentinas tem crescido. "Ambas as espécies
expulsam outras formigas que já estejam no
local. Estas se mudam e ampliam a infestação
de todas as espécies".
Remédios Caseiros
Gergelim
espalhar pelo local que ela se encontra.
Fumo de rolo:
Espalhe um pouco de fumo picado nos armários e
nos lugares freqüentados por elas. O resultado
é imediato. Outra maneira é fazer um chá e
borrifar nos lugares que ela se instalou,
inclusive plantas.
Cravo-da-índia:
Espalhe nos locais e espante as formigas
Borra de café:
(pó de café depois do uso) jogar nos lugares
que ela se instalou; e para manter as formigas
que comem plantas, afastadas. Misture borra de
café em água e molhe uma estopa, coloque-a em
volta do tronco da árvore, e molhe novamente,
a cada 3 dias. A formiga não suporta cheiro de
café e vão deixar sua planta em paz, pode
colocar no jardim também.
Limão:
Pedaços de limão murchos espalhados pela casa
fazem as formigas desaparecerem.
Controle
O
controle desses insetos pode ser químico ou
natural. Iscas formicidas de ação lenta são as
mais eficientes, porém nem todas funcionam com
todas as espécies. "Iscas para saúvas não
funcionam com formigas urbanas", diz Ana.
Inseticidas convencionais também não são a
melhor forma de combatê-las. "Matar esses
insetos com inseticida não é eficiente, pois
dentro de casa fica no máximo 30% da colônia.
O resto fica no ninho".
O
proprietário da MRZM – Indústria e Comércio de
Produtos Contra Pragas Urbanas, Francisco
Mascaro, indica iscas atrativas
microgranuladas. Espalhadas em pequenas
porções nos armários e locais de passagem das
formigas, elas atraem os insetos que, em vez
de comer a isca no local, levam-na para o
ninho, dividindo-a com a colônia. O produto,
venenoso, mata o formigueiro. Uma caixa da
isca com cinco envelopes de 2,5 gramas custa
em média R$ 10 e é suficiente para um
apartamento de 100 metros quadrados. "A
quantidade de veneno é pequena e não prejudica
o ser humano".
O
gerente-regional da Empresa de Pesquisa
Agropecuária e Extensão Rural (Epagri) de
Santa Catarina, Osvaldir Dalbello, diz, porém,
que o controle químico deve ser a última
alternativa e indica a prevenção como melhor
solução: higienizar os ambientes, diminuir a
oferta de alimentos e mantê-los bem
acondicionados, embalar e dispensar
diariamente o lixo e vedar frestas de azulejos
"pode ser um bom começo", diz.
Os
aparelhos de ultra-som são, segundo Mascaro,
outra opção. O aparelho altera o campo
magnético e faz com que as formigas percam a
referência de localização. "Ele funciona com
eletricidade, não esquenta e não causa danos
ao homem." O ultra-som cobre um raio de até
200 metros quadrados, independentemente da
existência de barreiras físicas. O preço médio
é de R$ 170,00.
Remover
ninhos visíveis, como os das lava-pés, é uma
alternativa que exige persistência, explica
Ana Eugênia. Joga-se, no caso, uma solução de
metade água, metade água sanitária ou apenas
água fervente nos ninhos. A aplicação deve ser
feita à tarde, para que a água sanitária não
queime o gramado.
Para
eliminar formigas residenciais é preciso
identificar ninhos em potencial, como buracos
em azulejos. Com uma seringa, aplica-se uma
mistura meio a meio de água e detergente e,
posteriormente, fecham-se os furos com
parafina, cimento ou sabão. Se as formigas
voltarem, significa que o ninho da rainha não
foi eliminado. Repetem-se as aplicações até
atingir o ninho principal.
Repelentes
Alguns
métodos repelentes também são indicados,
conforme explica o professor Bueno, da Unesp
Rio Claro. Ele esclarece, porém, que não é
possível livrar-se da totalidade dos insetos
só com essas receitas. A sugestão é distribuir
punhados de cravo-da-índia, folhas de louro,
cascas de limão ou de tangerina – que possuem
óleos essenciais repelentes – pelos cantos dos
armários ou da casa. Dentro do açucareiro,
pode-se colocar um sachê feito com gaze e
cravo-da-índia. Em todos esses casos, é
necessário fazer a troca a cada duas semanas,
para que o cheiro não se dissipe.
Para a
área rural, são indicadas iscas formicidas de
ação lenta contra formigas cortadeiras.
Dependendo do princípio ativo, podem ser
tóxicas às formigas, agindo por ingestão, ou
ao fungo que as alimenta no ninho, levando os
insetos a morrer de fome. Devem ser usadas de
acordo com as instruções do fabricante.
Fonte:
www.estadao.com.br; Instituto
Biológico de São Paulo, (0--11) 5087-1793;
Centro de Estudos de Insetos Sociais/Unesp Rio
Claro, (0--19)
534-8523.
Postado por Izabel Cristina
da Fonseca, 31 de dezembro 2008
|