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Câncer do Colo do Útero
Fatores de Risco
Vários são os fatores de
risco identificados para o câncer do colo do
útero, sendo que alguns dos principais estão
associados às baixas condições sócio-econômicas,
ao início precoce da atividade sexual, à
multiplicidade de parceiros sexuais, ao
tabagismo (diretamente relacionados à quantidade
de cigarros fumados), à higiene íntima
inadequada e ao uso prolongado de contraceptivos
orais. Estudos recentes mostram ainda que o
vírus do papiloma humano (HPV)
tem papel importante no desenvolvimento da
neoplasia das células cervicais e na sua
transformação em células cancerosas. Este vírus
está presente em mais de 90% dos casos de câncer
do colo do útero.
Estudo comparando estratégias para a detecção
precoce do câncer do colo do útero e suas lesões
precursoras
Estratégias de Prevenção
A
prevenção primária do câncer do colo do útero
pode ser realizada através do
uso de preservativos durante a relação sexual.
A prática do sexo seguro é uma das formas de
evitar o contágio pelo HPV, vírus que tem um
papel importante no desenvolvimento de lesões
precursoras e do câncer.
A principal
estratégia utilizada para detecção precoce da
lesão precursora e diagnóstico precoce do câncer
(prevenção secundária) no Brasil é através da
realização do exame preventivo do câncer do colo
do útero (conhecido popularmente como exame de
Papanicolaou). O exame pode ser realizado nos
postos ou unidades de saúde que tenham
profissionais da saúde capacitados para
realizá-los.
É fundamental que os serviços de saúde orientem
sobre o que é e qual a importância do exame
preventivo, pois a sua realização periódica
permite reduzir a mortalidade por câncer do colo
do útero na população de risco. O INCA tem
realizado diversas campanhas educativas,
voltadas para a população e para os
profissionais da saúde, para incentivar o exame
preventivo.
O
Exame Preventivo
O exame preventivo do
câncer do colo do útero (exame de Papanicolaou)
consiste na coleta de material citológico do
colo do útero, sendo coletada uma amostra da
parte externa (ectocérvice) e outra da parte
interna (endocérvice).
Para a coleta do material,
é introduzido um espéculo vaginal e procede-se à
escamação ou esfoliação da superfície externa e
interna do colo através de uma espátula de
madeira e de uma escovinha endocervical.
Mulheres grávidas também
podem realizar o exame. Neste caso, são
coletadas amostras do fundo-de-saco vaginal
posterior e da ectocérvice, mas não da
endocérvice, para não estimular contrações
uterinas.
A fim de garantir a
eficácia dos resultados, a mulher deve evitar
relações sexuais, uso de duchas ou medicamentos
vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas
anteriores ao exame. Além disto, exame não deve
ser feito no período menstrual, pois a presença
de sangue pode alterar o resultado.
Quem
e quando fazer o exame preventivo
Toda mulher que tem ou já
teve atividade sexual deve submeter-se a exame
preventivo periódico, especialmente se estiver
na faixa etária dos 25 aos 59 anos de idade.
Inicialmente, um exame
deve ser feito a cada ano e, caso dois exames
seguidos (em um intervalo de 1 ano) apresentarem
resultado normal, o exame pode passar a ser
feito a cada três anos.
Se o exame acusou:
• Negativo para câncer: se esse for o primeiro
resultado negativo, é necessário fazer novo
exame preventivo daqui a um ano. Se já houver um
resultado negativo no ano anterior, o exame
preventivo deverá ser feito daqui a 3 anos;
• Alteração (NIC I): repetir o exame daqui a 6
meses;
• outras alterações (NIC II e NIC III): o médico
deverá decidir a melhor conduta. Será necessário
fazer novos exames, como a colposcopia;
• infecção pelo HPV: o exame deverá ser repetido
daqui a 6 meses;
• amostra insatisfatória: a quantidade de
material não deu para fazer o exame. Repetir o
exame logo que for possível.
Independente desses
resultados, é possível que a mulher possa ter
alguma outra infecção que será tratada,
devendo seguir o tratamento corretamente.
Muitas vezes é preciso que o seu parceiro
também receba tratamento. Nesses casos, é bom
que ele vá ao serviço de saúde receber as
orientações diretamente dos profissionais de
saúde.
Vacinação
Recentemente foi liberada
uma vacina para o HPV. No momento está em estudo
no Ministério da Saúde o uso pelo SUS. É
importante enfatizar que esta vacina não protege
contra todos os subtipos do HPV. Sendo assim, o
exame preventivo deve continuar a ser feito
mesmo em mulheres vacinadas. Saiba mais sobre
HPV.
Sintomas
Existe uma fase pré-clínica (sem sintomas) do
câncer do colo do útero, em que a detecção de
possíveis lesões precursoras é através da
realização periódica do exame preventivo.
Conforme a doença progride, os principais
sintomas do câncer do colo do útero são
sangramento vaginal, corrimento e dor.
Tratamento
O tratamento adequado para cada caso deve ser
avaliado e orientado por um médico.
Fonte:
INCA - Instituto Nacional do Cancer
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força esta dentro de nós!
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Postado por Izabel Cristina da Fonseca, 13
de março de 2009. (5584)

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