|

Você é a visita número
dessa página!
HPV -
Todo cuidado é pouco!
Definição
Condiloma acuminado ou
verruga venérea é o resultado de
infecção adquirida, na
maioria das vezes, através do contato sexual,
que pode ter repercussões dermatológicas,
urológicas, proctológicas e ginecológicas.
Devido à grande variedade de manifestações
clínicas que tal
infecção pode ter, há
preferência pela denominação genérica de
"Infecção pelo Papilomavírus Humano". O homem é
o único hospedeiro do agente infeccioso. A
infecção inicia-se com
a penetração do vírus em locais de microtraumas,
freqüentemente durante a relação sexual com
parceiro contaminado. Após a inoculação, o
vírus pode alcançar a
camada basal, onde o genoma é transportado ao
núcleo das células. Durante os períodos de
atividade do vírus, ocorre distúrbio do
crescimento e maturação celular. Entretanto, na
maioria dos casos, a
infecção permanece
latente durante períodos de tempo variáveis.
Manifestações Clínicas
Após período de incubação, que varia de meses a
anos, surgem as manifestações clínicas, que
variam desde lesões papulosas e vegetantes
(verrugas), de tamanho variável, isoladas ou
múltiplas, visíveis a olho nu, até pequenas
lesões detectáveis apenas através do exame
colposcópico e citológico (manifestações
subclínicas). As lesões visíveis são
representadas pelos condilomas acuminados ou
exofíticos e pelos condilomas planos. Em geral,
as lesões são encontradas em diversos focos. Por
esse motivo é importante a exploração adequada
das regiões genital e anal durante o exame.
No homem, as localizações
mais freqüentes são a glande, o sulco
balanoprepucial e a região perianal. Na mulher,
a vulva, o períneo, a região perianal, a vagina
e o colo uterino. Com menor freqüência, as
lesões podem ser encontradas na cavidade oral e
na mucosa ocular. Outra forma de manifestação
clínica da
infecção pelo
Papilomavírus humano são os condilomas
acuminados gigantes.
Diagnóstico
Na maioria dos casos, o diagnóstico pode ser
feito através da clínica e confirmado através do
exame anatomopatológico.
-
Nos casos de lesões subclínicas, ou seja, lesões
não visíveis a olho nu, a citologia pode revelar
a presença de coilócitos.
-
O exame colposcópico da
vulva, vagina e cérvice poderá detectar a
presença de imagens alteradas, indicativas de
realização de
biópsia para estudo
anatomopatológico.
-
Hibridização molecular: realizada através do uso
de sondas de RNA/DNA, permitindo a tipagem do
vírus.
-
PCR: realizado através da amplificação de
cadeias de DNA, também permite atipagem viral.
Tratamento
Conceito recente é que as infecções pelo
Papilomavírus humano podem ter caráter
transitório ou permanente.
O caráter transitório da
infecção depende do
estado imunológico adequado do hospedeiro. O
caráter permanente parece relacionar-se além da
deficiência imunológica, do tipo de HPV e da
carga viral (quantidade de
vírus transmitida
durante a relação). A infecção permanente tem
sido mais freqüente em mulheres acima de 30
anos, talvez por terem tido maior período de
exposição ao vírus. Para as infecções
permanentes, o tratamento destruirá apenas a
manifestação visível clínica ou
colposcopicamente, já que após este tratamento,
o
vírus permanecerá no
estado latente no interior das células. As
recidivas dependerão do estado imunológico do
hospedeiro.
Observações
-
Alguns tipos de HPV,
particularmente os tipos 16 e 18, estão
correlacionados com o
câncer genital. É
importante que todos as pacientes sejam
submetidas a acompanhamento periódico no
intuito de detectar e tratar adequadamente
qualquer lesão suspeita de transformação
maligna.
-
Lembrar que os
metabólitos da nicotina deprimem a
imunidade celular
local e que, nas infecções pelo
Papilomavírus humano, este tipo de
imunidade tem ação
contra o vírus. É importante orientar a
paciente para cessar o tabagismo no intuito
de prevenir as recidivas.
-
O uso de
imunomoduladores como o interferon tem sido
realizado em trabalhos de pesquisa e os
resultados parecem ser favoráveis,
diminuindo os episódios de recidivas.
-
Os parceiros sexuais
devem ser examinados e tratados quando
apresentarem lesões clínicas ou subclínicas.
-
Sempre que possível, é
importante realizar-se a tipagem do HPV no
intuito de saber se o tipo encontrado é de
alto ou baixo risco para o desenvolvimento
de câncer.
-
Deve-se diagnosticar e
tratar as infecções cérvico-vaginais
associadas ao HPV.
Fonte: Doenças Sexualmente Transmissíveis na
Mulher - 1ª Ed. - 1999.
Nossa
força esta dentro de nós!
Nunca é tarde
para recomeçar. Busque sua essência e força na
peruca!
Mande esse link para uma pessoa especial:
www.jacuecangaindependente.com/ji-pob-hpv.htm
Postado por Izabel Cristina da Fonseca, 13
de março de 2009. (5584)

|